HISTÓRIA DA RAÇA SÃO BERNARDO                                                                                           HOME

Herói

Com um rico passado o São Bernardo é um cão frequentemente envolvido em lendas.

Criado aproximadamente a partir do século XI, no hospício de São Bernardo, que se situava num desfiladeiro dos Alpes Ocidentais, em território Suíço. Lá, estes cães foram mantidos pelos monges da congregação Hospitalar do Grande São Bernardo, este convento além de ser um hospital, tinha a função de resgatar as pessoas perdidas na neve. Estima-se que essestes cães tenham salvado um número superior a 2.500 viajantes, que desapareciam nas montanhas durante as tempestades de neve. 
Há séculos o hospicio mantém um canil, colocado ao lado da bibilhoteca e do museu, onde estão relíquias romanas encontradas nas redondesas.
Estes desfiladeiros alpinos foram cruzados por Aníbal, pelos galeses, pelos romanos, pelos sarracenos, além de passarem por eles os papas Estevão II e Leão IX, Napoleão e seus exércitos. Com tal circulação de homens e soldados, sempre acompanhados de seus cães, seria difícil manter a raça em pureza, principalmente se considerarmos que no século XIX o hospício passou também a ter a função de albergue.

Destemidos Salvadores de Vida

Trazidos da Ásia para a Europa pelos conquistadores romanos há mais de dois mil anos, os ancestrais do São Bernardo, apesar de serem molossóides(cães que se caracterizam pela cabeça maciça e redonda, focinho curto e são frequentemente gigantes), não éram, fisicamente, bem aquilo que se conhece agora. Todavia foram esses cães que passaram os primeiros cinco séculos em que viveram no  convento e Congregação Hospitalar do Grande São Bernardo servindo como agradáveis companheiros, destemidos guardiães e sendo carregados nas viagens pelas montanhas em busca de alimentos. Foi desempenhando essas tarefas que , na segunda metade do século XVII, os monges perceberam que esses cães poderiam iniciar uma nova e promissora carreira - a de salvamento.
Procurando aprimorarem esses animais deixando mais fortes e maiores. Descendente do Mastim Tibetano, o São Bernardo foi desenvolvido, por volta de  

 

1830, a partir do cruzamento de cães de outras raças como os cães pirineus, Terra Nova, até que chegassem ao inteligente São Bernardo.

Os monges conseguiram obter o cão que haviam idealizado para realizar salvamentos de pessoas, por esses cães serem dotados de apurado faro, além de patas largas, que impediam que afundassem na neve, por isso eram ideais para o resgate de pessoas soterradas.Os salvamentos realizados pelos São Bernardos acabavam sendo executados com mais rapidez e eficiência. Quando os monges partiram para as buscas, eram acompanhados de três cães que iam à frente para dar início à operação sempre que necessário. Ao encontrarem alguém soterrado na neve, a primeira providência a ser tomada era a de aquecê-lo. Para isso, um dos cães deitava ao lado da vítima, enquanto o outro bafejava sobre o rosto de desfalecido. Quanto ao terceiro São Brnardo, este retornava ao encontro dos monges para avisá - los que haviam encontrado o que procuravam. Durante três séculos, esses cães realizaram cerca de 2.500 salvamentos.

Um fato que nem os monges esperavam é que do cruzamento feito pelos monges surguram duas variedades de São Bernardo uma de pêlo curto e outra de pêlo longo, que provavelmente surgiu alguns anos depois do curto, tendo sido o resultado do cruzamento do pêlo curto com exemplares do Terra Nova. Os São Bernardos de pêlos longos não foram muito felizes nas operações de salvamento, pois a neve ao cair acumulava sobre a pelagem, formando pingos de gelo que impediam a perfeita movimentação do animal. No entanto, isso em nada desmerecia esses excepcionais cães, os monges passaram então a presentear os nobres que mantinham financeiramente o convento com esses adoráveis cães.

O São Bernardo No Brasil

Foi na década de 60 que os primeiros São Bernardos chegaram no Brasil, os de pêlos longos não se adaptaram à região Nordeste, devido ao clima quente. Hoje, o criados nordestino já pode criar esse tipo de cão, pois foram obtidos atravéz de criteriosos acasalamentos entre essas duas variedades, um cão de pêlo longo, sem o subpêlo, o que ajudou a suportar melhor o nosso clima tropical.

 

 
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